O que “Lost in Yesterday” indica a respeito do novo álbum do Tame Impala.

Atualizado: 22 de Jan de 2020

Tame Impala soltou hoje a “última música” antes de lançar seu quarto álbum, o tão esperado “The Slow Rush”. Mas depois de "Lost in Yesterday", Posthumous Forgiveness e mais outros singles, o que podemos esperar do novo trabalho do Tame Impala?



Iai estranho! Mais um single do Kevin Parker chegou e tem tudo para elevar o seu hipe para o novo disco da banda. The Slow Rush chega no dia 14 de fevereiro, lembrando que o último trabalho da banda foi em 2015 na gravação do revolucionário disco Currents.


Lost In Yesterday... Senta que lá vem análise


Essa track fala claramente sobre nossas memórias antigas e o relacionamento que temos com elas. A grande dificuldade que o ser humano tem de parar de se envolver com sentimentos passados.


Na parte sonora, a atmosfera é repleta de efeitos de sintetizadores, um baixão presente e uma bateria tesuda que vai sambando e repicando em torno da melodia.Tudo isso gera uma liga nostálgica entre psicodelia e dança, confira ai:

Com uma pitada leve de synthpop, Lost in Yesterday repete a formula que foi inovadora no último álbum da banda, o grandioso Currents. Porém, essa estrutura de música que antes era uma surpresa, agora já se parece com o jeitão do Tame Impala de fazer som.


O Kevin Parker, a cabeça por traz de toda a composição sonora do Tame, construiu essa estética ao longo de sua carreira, substituindo a sua proposta inicial de um rock psicodélico tradicional. A decisão veio exatamente por ter encontrado um novo estilo próprio, uma espécie de Pop Psicodélico e R&B. Mas como isso aconteceu?


Uma Nova Fase Chegou


A verdade é que Kevin Parker, esta passando por uma nova fase. De 2015 para cá, sua banda se tornou um dos nomes mais poderosos e famosos da musica Indie e alternativa. Levando artistas como a própria Rihanna a tocar e apreciar suas músicas.

O disco Currents caiu nos gostos da critica e de toda a melecada alternativa. Esse sucesso abriu muitas portas para Kevin, que acabou produzindo Perfect illusion da Lady Gaga. E não parou por ai, o músico ainda trabalhou como produtor para vários outros artistas.


Conclusão: O cara ganhou dinheiro, fama, poder e repeito... E ele realmente merece tudo isso. A questão é que com o tempo, talvez por influencia de seus trabalhos como produtor, ele tomou uma decisão diferente com o rumo de sua carreira na industria da música.


Soar menos "Undergroud", para ser mais acessível.


Comercializar seu estilo sonoro, deixando sua música mais "acessível", foi uma decisão que ficou clara em alguns singles como Patience e Borderline. Músicas que claramente são feitas para "pegar", apresentando um cenário bem mais pop do que de costume. É claro que os fãs mais xiitas do Tame Impala, podem achar essa decisão ruim, julgando uma provável perda criativa para a banda. O que não necessariamente precisa ser verdade.


Kevin mostrou o contrario em faixas como Posthumous Forgiveness e It Might Be Time. Faixas que realmente fazem a estética do Tame Impala se mostrar inovadora e original. Isso prova que existe um meio termo entre comercializar música e fazer um puta som indie? Só o tempo o tempo poderá nos responder.

O que esperar do novo disco do Tame Impala?


As apostas aqui da nossa equipe de wavers é que teremos uma identidade musical próxima ao Currents, porém, mais rápida, pop e limpa. Uma pegada dançante que combinaria com Roles Open Air e festivais Indie em que a banda se apresenta.

De forma geral esperamos um som mais mainstream, transportando o ouvinte para uma balada psicodélica um pouco mais comercial do que de costume, mas ainda interessante. Já tratando das letras, podemos perceber que todos os singles até agora, representam uma espécie de terapia para Kevin Parker. Tratando de temas como o passado, relacionamento e até mesmo de a sua história com o seu Pai.


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