Mild Orange e seu novo Álbum

E aí seus Freaks and Geeks, hoje vamos falar sobre; um álbum que foi lançado no dia 29 de maio e tá passando batido, pela galera. Mild Orange é uma Banda da Nova Zelândia, formada por 4 integrantes. Josh Mehrtens (Vocais e Guitarra), Josh Reid (Guitarra), Tom Kelk (Baixo) e Jack Ferguson (Bateria). E nesses dias eles lançaram seu segundo disco.

Mild orange novo álbum

OS CARAS DO MILDO ORANGE SÃO BEM LOKO

A verdade é que essa é uma banda toda "errada", que deu certo! Pra começar eles são de um lugar não muito comum. Normalmente a grande maioria das bandas saem de grandes centros mundiais como Nova Iorque, Toronto, São Paulo, Londres, mesmo no cenário underground... A estratégia de lançamento do; primeiro álbum está uns 15 anos atrasada, consistindo basicamente em lançar um álbum de 11 músicas do nada, sem singles ou preparações para o público.

Todas gravadas foram mixadas pelo vocalista da banda, não tiveram nenhum single antes do lançamneto. (é coragem que chama isso né, com um BASTANTE confiança em si mesmo). E sim a crítica gostou bastante do “Foreplay” disco de 2018, elogiando muito os vocais, as guitarras com melodias curtas, e como a banda soa de forma introspectiva e sentimental. Realmente o trabalho é bem legal.

SOBRE O NOVO ÁLBUM DE MILD ORANGE

Será que o Mild Orange entrou pra lista de bandas que, conseguiram quebrar a maldição do segundo álbum. Leia até o final e tire suas conclusões.


Então foi difícil ouvir o álbum inteiro, por alguns motivos que talvez afetem apenas, o ser humano que vos escreve; o tamanho do álbum, são 52 minutos e normalmente manter uma imersão para tanto tempo e ainda analisar as músicas é complicado. Outro ponto são as melodias do vocal dos instrumentos que como um todo, estão quase que sobrepostas, criando “camadas melódicas”.

Isso pode deixar os ouvintes cansados (dei algumas paradas pra ouvir summertime pra dar uma limpada no ouvido), porém são muito bem feitos esses arranjos e a forma natural como eles se conversam com os efeitos utilizados nos instrumentos. O álbum segue uma linha, na qual as músicas vão crescendo e no meio elas dão uma baixada e sobem mais uma vez. Para terminar o álbum em alta com a música “Timestables”, sendo talvez a melhor música bem equilibrada, todos os instrumentos se destacam e são essenciais.

PONTO A PONTO


Esse é um trabalho diferente de se analisar, os instrumentos e a voz as vezes se perdem um no outro, e aí você tem um baixo e bateria que funcionam quase como uma antítese, sendo bem sóbrios e “assertivos” se esse termo pudesse existir na arte. Sobre as guitarras, tem uma influência bem escondida dos anos 70, quase como uma referência da referência, isso se mostra na música “Making Things” é bem gostosa de ouvir.


Em relação aos vocais, são bem afinados vocalizes (vocalizes são os oh oh oh e os ah ah ah ah) que nesta obra são ótimas e guiam as músicas bem, mas como diria Jacquin falta o Tompêro. Falando do Tompêro vamos pra cozinha, baixo e bateria seguram as guitarras e os vocais, basicamente o álbum todo tá ali trabalhando em cima das possibilidades dadas pelas levadas. Não tem erros, mas também não são excepcionais e completamente originais.


Sinceramente não foi uma decepção e também não surpreendeu, passei alguns dias ouvindo esse trabalho no fone, no carro na caixa de som e no notebook e a impressão foi a mesma não senti uma evolução musical na banda é o mesmo som, pra quem curtiu o primeiro trabalho ouve esse, tá andando na mesma linha.


Ouçam esse novo trabalho, e nos digam o que vocês acham dele. Nos sigam nas redes socias e, lembrem-se sempre : OUVIR MÚSICA É MARAVILHOSO!


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