Luvbites chegou com “Loud Fast Soul”! Novo disco passeia nos anos 70 e 80.

Atualizado: 14 de Abr de 2020

Loud Fast Soul, segundo disco da Luvbites, é um tratado sobre a brevidade da vida e do tempo. Enquanto isso a banda recombina diferentes estéticas retrô. Luvbites vem ganhando espaço feito no Sul e Sudeste passando pela Casa do Mancha em São Paulo e no Festival DEMO SUL (Londrina/PR).


Loud Fast Soul foi lançado no dia 10 de abril, este 2º álbum de estúdio é um trabalho lançado pela Forever Vacation Records. A produção desse trabalho é assinada por Guto Gonzalez e o guitarrista Igor Diniz, sem esquecer de toda a influência dos membros da banda. Já a masterização vem da terra da rainha, assinada pelo Britânico Nick Graham Smith, que já produziu grandes nomes no Brasil como Garotas Suecas. Na gringa produziu os lendários Sex Pistols.


VAMOS AO QUE INTERESSA: Melodia, muita Melodia!

Luvbites é criativa, inteligente e moderna! A primeira coisa que você vai perceber, é um trabalho muito bem feito com as 5 vozes, é incrível a forma como todas as melodias são colocadas e como se sobressaem em meio aos instrumentos. Faz muito tempo que não aparece nada novo e bem feito com vozes desta forma. Reforçando as fortes melodias que remetem ao rock clássico.

A integração entre vocais femininos e masculinos se tornam um hino harmônico muito convidativo. Cante junto!

Outro ponto a ser destacado é a facilidade que a Luvbites tem em surpreender na mudança entre a parte A e B de uma faixa, por exemplo na faixa “Youthquake” que sai de um rock clássico e vai para uma balada, ou na faixa “Smash” onde começamos com um funk bem groovado, que corre para o rock new wave que volta para o funk.



Toda essa fluidez nas transições lembra bastante a criatividade e segurança dos Beatles. Essa é uma característica bem forte da banda deixada clara no trabalho de estreia “Hot Days Long Nights, Here Come Luvbites” mas que evoluiu muito.

GUITARRAS

O trabalho feito por Igor Diniz e Wiu salta aos olhos os timbres escolhidos em todas as faixas, os riffs são bons demais de ouvir especialmente na faixa “Loud Fast Soul” eles conduzem a canção de forma lenta e bonita, se você fechar os olhos ao ouvir vai se sentir vivendo uma cena de filme.


BATERIA E BAIXO

Pra quem não acredita em viagem no tempo, não ouviu a Leticia Blue tocando bateria, vocês vão ouvir 3 décadas em linhas de bateria que vão de 1950 à 1970. E que atitude dessa mulher hein! As viradas usadas nas transições são de gente grande, sem falar no bumbo muito bem marcado... O que é uma delicia é claro!


André Felipe (baixista) é simplesmente o responsável por juntar todos as partes desse grande vitral, os arranjos na faixa “Sha- Lala” são gostosos de ouvir.


O que falar de “Smash” onde me desculpe a banda, mas o André Felipe roubou a faixa pra ele, é uma linha de baixo que vai te lembrar a música “Sossego” do Tim Maia, ou todo o movimento black americano 70tista.


ÓRGÃO E VOZ PRINCIPAL

Nós já falamos um pouco das vozes, mas vale a pena chamar atenção para a interpretação de Júlia Dutra é leve quando precisa e contagiante, outra ponto que vale a pena chamar atenção é uma primeira voz que faz segunda tão bem quanto a primeira. O órgão foi uma sacada que fez toda a diferença sonora no conjunto da obra. Quando se usa um órgão, sabemos que a banda está falando sério, isso deu poder ao disco e reforçou o timbre retrô.



CONSIDERAÇÕES FINAIS

Luvbites entrou para o seleto grupo de bandas que quebraram a maldição do segundo álbum! É um trabalho cheio de influências e conceitual, perfeito para ouvir no dia a dia ou quando você sentir falta de algo para te animar. Esse disco serve como um tónico de referências e combinações perfeitas, sem dúvida feito para inspirar a criatividade. Cante e dance com Luvbites!

Disco completo Youtube

Instagram da banda


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